domingo, 28 de agosto de 2016

E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?

Por que é tão difícil dizer Eu Te Amo?

A grande maioria das pessoas está preparada para ouvir, mas, poucos estão preparados para dizer de fato. Isso porque dizer essas três palavras para alguém, é como abrir uma Caixa de Pandora, a gente nunca sabe o que tem dentro, nunca sabe qual vai ser a reação de quem vai receber a nossa frase, e sabemos que dependendo da reação, dizê-las, pode ser algo doloroso.

Quando dizemos "eu te amo", nos colocamos em primeiro lugar, no topo, da pirâmide da vulnerabilidade. É um ato quase que heróico.

Dizer que ama alguém é como arremessar um dardo no escuro na expectativa de acertar o centro do alvo. Implica coragem, autoconfiança, e mais do que tudo, implica a certeza de que realmente se sente o que vai dizer. É oferecer ao outro, uma pequena parte de você e não ter medo de ter como resposta, nada mais do que o silêncio.

Mas, e se existisse outras formas de dizer a alguém que você a ama? Uma forma menos arriscada, ou dolorosa?

Essa forma existe... Alguns a usam porque ainda não se tornaram conscientes dos seus sentimentos, outros, porque possuem dificuldades em expressá-los de outra maneira - através de palavras, e ainda há quem as usam porque têm medo da tal Caixa de Pandora.

A verdade é que a gente se apega a aquelas três palavras que chamamos de mágicas e sem perceber, ignoramos as tantas outras formas de expressão desse sentimento.

Ficamos presos ao som e aos efeitos que elas causam, e nos esquecemos de que existem outras sensações tão boas quanto. Como por exemplo quando ele diz lembrar da roupa que você estava usando no primeiro encontro de vocês, é uma forma dele dizer que ama você.

Quando ele te olha fixamente nos olhos enquanto você abre o seu coração para ele, silenciosamente ele também está se abrindo para você. Sim, ele ama você. Ele só está com medo, acuado, tentando entender o que acontece dentro dele antes de pronunciar tais palavras.

Quando ele se abre pra você, dizendo não fazer isso com mais ninguém, ou quando ele fala pra você sobre os seus medos, seus sonhos e suas inseguranças, ele também está dizendo que te ama. Entenda que fazer isso requer confiança e cumplicidade e esses dois, estão diretamente ligados ao amor.

Quando ele assume que pensa em você mais do que deveria, que sente sua falta quando estão distantes e completa dizendo que sente saudades, é o amor se expressando de uma forma diferente.

Ele te ama, e só ainda não se deu conta disso, quando ele confessa estar com medo do que vem acontecendo entre vocês. Ele te ama, quando conhece cada tipo de olhar seu e cada alteração da sua respiração.

Ele te ama quando deixa escapar que pensar em você da forma como ele pensa, é assustador. Ele te ama quando te incentiva ir além, quando pergunta sobre os seus projetos, sobre a sua vida.

Sim, existem outras formas de dizer eu te amo, talvez, ele já tenha dito e foi você que ainda não percebeu. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eu gosto de você


Eu gosto da forma como você sorri para mim e morde a bochecha, como se fosse um daqueles "tiques", acho que você nem percebe quando isso acontece, também, é tão sutil quanto a sua covinha que aparece junto com o tal sorriso. Gosto também quando diz exatamente o que preciso ouvir, no momento em que preciso ouvir, como se você tivesse uma bola de cristal escondida nas mãos. Você sempre acerta com as palavras. Eu me encanto e "reencanto" com o seu olhar, aquele olhar que segura o meu e faz com que nada mais a minha volta tenha importância. Eu gosto de tantas coisas em você.

Gosto de mim quando estou com você.

E eu gosto de você pra caramba. Um gostar que não pode ser medido, nem pesado. Um gostar que não é quantitativo, e sim, qualitativo. Gosto, porque gosto, sem muitas explicações, sem transformar você em um príncipe encantado, mesmo porque, acho que sou avessa a príncipes encantados, caras perfeitos me cansam. Você não é perfeito. Gosto de você.

Gosto de você "pra cacete". Um gostar maluco, daqueles que faz nascer borboletas no estômago, elas nascem, crescem, brincam de cambalhotas, sobem pelas paredes, me enlouquecem. Gosto de você de um jeito insano e ainda assim, sem perder a minha sanidade. Gosto como gosto de chocolate com menta, gosto, como se não precisasse gostar.

Eu gosto tanto de você, como nunca gostei de alguém. Do avesso, de pernas para o ar, de lado, no escuro e no claro. De dia e de noite. Sim. Eu gosto-te. Como a Elizabeth Bennet gosta do Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito, meu livro predileto. Mas, eu gosto mesmo quando parece não brincar comigo e com o meu gostar. Gosto quando você me faz acreditar que vale a pena sentir esse gostar. Gosto, quando você aparece e não desaparece. Gosto, quando você se importa. Gosto, quando você repara.

Gosto, quando você está aqui.

Gosto tanto de ti que posso dizer que gostarei pela a vida inteira, pois, tenho aqui comigo, um estoque inesgotável desse gostar.

Gosto de te olhar, de te abraçar e de te beijar, Gosto de quem me tornei por gostar de você.

Eu gosto de você.

sábado, 16 de julho de 2016

32 Anos de Gratidão


Há exatamente um ano, em meu aniversário, assumi o propósito de todas as noites, ao me deitar, silenciosamente agradecer dez coisas e pedir somente três. Então, comecei a agradecer por estar viva e por coisas que aconteciam comigo naquele dia, semana ou mês.

Alguns meses depois, eu assisti um video onde fazia a seguinte pergunta: E se você acordasse amanhã e tivesse somente aquilo que agradeceu na noite anterior?

Daquele dia em diante, eu percebi que eu não tinha somente dez coisas para agradecer, haviam noites que eram tantos agradecimentos, que ou eu não pedia nada, ou, pedia somente uma coisa. A mesma coisa. Sempre.

Se antes eu agradecia por estar viva ou por algo legal que me acontecia, a partir daquele dia, eu passei a agradecer por andar, enxergar, ouvir, falar, por ter o que comer, por ter água na torneira e um carro na garagem.

Se antes eu agradecia por ter um emprego, eu passei a agradecer por ter o privilégio de amar o meu trabalho, por ter gestores que admiro, por estar sempre motivada, pelo o meu salário e passei a abençoar o local onde passo a maior parte do tempo.

A lista de agradecimentos só aumenta, nunca diminui.

Em Janeiro desse ano, além dos meus agradecimentos diários, criei um caderno de agradecimentos e desejos, listei nele tudo o que eu me lembrava de agradecer, em outra parte, todos os meus desejos, em outra, os mesmos desejos com imagens coladas e em outra, meus projetos a longo prazo. Ele se tornou o meu caderno de visualizações e em paralelo, criei um pote de agradecimentos, e passei a colocar nele alguns agradecimentos, quando algo extraordinário acontece, eu corro escrever e colocar nele.

Eu criei o hábito de agradecer.

Antes de começar a escrever esse post, eu escrevi em meu caderno, com o mesmo título, 32 anos de gratidão, tudo o que eu me lembrava, desde pequena, e para a minha surpresa, foram quase cinco páginas de gratidão.

É claro que não vou escrever tudo aqui, mas não posso deixar de dizer que fora o que já citei acima, sou grata pela a família que construí, pela a filha que tenho, estudiosa e carinhosa, pelo marido que está longe de ser um príncipe encantado (se nem os personagens em minhas histórias são, por que ele deveria ser?), mas que me ama e cuida de mim e de minha filha com zelo e carinho. Por ter escrito Momento Errado e por ter tido inspiração para escrever Momento Certo e por continuar a escrever. Por cada comentário lindo que recebo por causa dos meus livros,


Gratidão também por todas as decepções que passei e por cada vez que estive no fundo de algum poço e encontrei forças para voltar à superfície.

Gratidão pelos quase 150 mil acessos em meu blog sobre dependência química e por cada pessoa que pude ajudar com ele e com minha história.

Gratidão por ter encontrado a minha recuperação para a codependência.

Gratidão pelas pessoas que entraram em minha vida, pelas as que passaram e pelas que nela ficaram.

Gratidão por todas as viagens que já fiz, em especial a mais recente, para Orlando.

Gratidão pela a minha saúde e a das pessoas que eu amo (e também a do meu cachorro).

Gratidão por eu não ter medo de amar.

Gratidão por ser quem sou.

Hoje, dia em que faço trinta e dois anos, tenho maturidade o suficiente para entender que não posso ter tudo o que quero, mas que posso agradecer pelo o que já possuo e percebi que fazer isso, me leva a conquistar não bens materiais somente, mas um bem que dinheiro algum é capaz de comprar: paz interior.

Portanto, seja bem vindo, meus trinta e dois anos! Vamos fazer desse ano, um ano maravilhoso!

domingo, 3 de julho de 2016

Ela era...



Ela tinha um jeito selvagem de encarar a vida, para ela, tudo era sentido ao extremo,
ela sobreviveu a tantas provações, enfrentou o desconhecido, fora brutalmente testada pela vida tantas vezes, lutou tantas guerras, e as piores delas foram aquelas travadas dentro dela mesma, em seu coração e em sua mente.

Ela tinha uma coragem invejável e uma vontade insana de ser feliz.

Ela não tinha medo de derramar suas lágrimas nem tampouco abrir o seu coração. E não só o abriu como também o entregou para aquele que ela julgou ser a pessoa certa a recebe-lo. Ela era intensa. do tipo que se jogava antes mesmo de calcular a profundidade, ela apenas seguia os seus instintos, eles eram o grande guia dela.

Ela tinha aquele dom de dizer que estava tudo bem, mesmo quando o mundo parecia desabar dentro dela, mesmo quando ela era sugada para um buraco negro dentro de seus próprios pensamentos e de seus medos. Ela sabia sorrir, mesmo quando a sua alma chorava.

Ela nunca fora aquele tipo de mulher que completa a vida do outro, ela simplesmente nascera para transbordar e nunca se contentou com nada menos do que isso. 

Ela era inquieta. Curiosa. Adorava saber sobre os astros, Deus, o universo e sobre os sonhos dele, o rapaz que ganhara o seu coração. E por falar em coração, ele era a sua força e também a sua fraqueza, tudo porque ela tinha um "que" para amores trágicos, daqueles que não tinham como dar certo. Histórias de amores impossíveis, sempre a atraíram mais.

 Ela tinha uma necessidade de se sentir amada que lhe crepitava a alma. Ela não desejava ter um príncipe encantado, ela nunca gostou deles, os achava entediantes, também nunca se sentiu como uma donzela em perigo, ela mesma era capaz de domar a fera e até se tornar amiga dela, mas ela gostava mesmo era daqueles que demonstravam coragem para desafiá-la.E era assim que ele era. Era isso que ele fazia a ela. A obrigava a ir além, a fazia visitar mundos nunca antes desbravados, a contrariava nas pequenas coisas e isso a irritava como um inferno. E ela o amava por isso.

Ela exalava mistério e tinha um jeito intrigante de sempre se recuperar das quedas, podiam quebrá-la em vários pedaços, mas, como a ave fênix, ela sempre ressurgia das cinzas.

Ela era do tipo que sempre encontrava um jeito quando as coisas não estavam indo bem, do tipo que consertava se algo se quebrasse, que arrumava quando algo virava bagunça e que recomeçava quando tudo acabava.

Ela era firme em suas escolhas e dedicada às suas convicções, mas ela era incapaz de magoar alguém por vontade própria.

Ela soube viver o amor, daquele tipo de amor que não se explica, apenas se sente. Aquele tipo de conexão que não se perde com o tempo, mas dona de um otimismo feroz, ela sabia que matar alguns sentimentos, fazia parte do processo, ela só queria que todos soubessem que foi em legítima defesa.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

A nossa próxima vida pode ser essa

Existem algumas batalhas que devemos enfrentar sozinhos, sem a ajuda ou suporte de ninguém, onde temos que ser fortes e fiéis a nós mesmos e às nossas escolhas, onde não adianta buscarmos conselhos fora ou isentivo de alguém. São as nossas batalhas. Só nossas. Batalhas essas que possuem somente um adversário: o medo.

São aqueles momentos em que temos que encontrar o que nos motiva e nos apoiarmos a isso para não desistirmos. Normalmente nos deparamos em situações assim, quando queremos muito algo e por algum motivo, temos medo desse querer, é quando temos duas estradas a seguir e não sabemos qual delas escolher e por medo de escolher, muita gente volta para trás e desiste.

Esse é um daqueles momentos em que temos que nos arriscar, pagar pra ver, e se sentir temor, ir em frente mesmo assim. É quando devemos acreditar naquela teoria de que as coisas que dão mais medo, são as que mais valem a pena. É um daqueles momentos em que você decide que a sensação de pular de um bungue Jump, por exemplo, vale mais a pena do que a segurança de não pular. Aquele momento em que você se atira de cabeça em algo ou alguma ideia, mesmo quando todos dizem para você não fazer. Aquele momento em que, mesmo com todos os motivos do mundo para sentir medo e desistir, você se coloca à prova e despenca no Hollywood Tower, a sessenta metros de altura e sai de lá se sentindo a pessoa mais vitoriosa do mundo. Aquele momento em que você declara para alguém, ou então, joga tudo pro alto pra ir atrás de um sonho. O seu sonho.

Esses momentos são únicos... Não podemos perdê-los.

Temos que esquecer todos os "e se", apagarmos-os da nossa mente e pensarmos apenas que não há nada em errado em se arrepender de algo, desde que tenhamos tentado. Errado é chegar o fim da vida com todos os malditos "e se" zombando da nossa cara porque fomos covarde demais para nos arriscarmos.

O único medo que devemos ter, é o de não tentarmos. Ter coragem é ter medo e seguir em frente mesmo assim.

Não dá para esperar a próxima vida chegar para sermos felizes. Pra sentirmos o vento na cara, pra fazermos o que amamos, pra cair no mundo e fazer aquele viagem que tanto sonhamos, pra nos apaixonarmos (e também desapaixonarmos), para amarmos, seja esse amor por uma noite, ou, pra vida inteira.

A nossa próxima vida pode ser essa, ela está acontecendo agora, podemos estar desde a última esperando justamente por essa para fazermos tudo o que nela não fizemos.

Parafraseando Lulu, vamos viver tudo o que há para viver, vamos nos permitir!

E que se dane se esse negócio de outras vidas for tudo uma grande besteira, desde que sejamos felizes nessa.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...