terça-feira, 17 de outubro de 2017

A mania de apenas achar


Essa é a história dela. Mas podia ser sua ou de qualquer outra pessoa. 
Essa é a história da garota que como qualquer outra, quando está apaixonada, acreditou que teria encontrado a sua alma gêmea (existe mesmo?), e como uma boa boba apaixonada, não se cansava de exaltar as qualidades dele: bonito, inteligente, divertido, engraçado, sexy... mas, o que ela mais gostava nele, não eram as suas qualidades, não era sobre ele, era sobre ela, era como ele a fazia se sentir, era como se ela se tornasse outra pessoa ao lado dele ou sob o efeito e influência dele, ele a fazia ir além, a fazia questionar coisas que antes, lhes eram banais, a fazia sonhar com coisas que até então, nunca se permitira sonhar, talvez, por achar que não merecia. Ele a fazia acreditar que merecia. Seja lá o que fosse, ela merecia. 
Mas, como essa história, que é dela,  poderia ser de qualquer outra pessoa, não poderia fugir a regra de ser apenas mais uma história, não é mesmo? Aquela em que a gente cria quando entra no estado da paixão cega, pra depois descobrir que tudo não passou de um simples “achar”. 

E o mesmo achar que construiu essa história, (o achar que havia encontrado a tal alma gêmea) destruiu algum tempo depois (ao achar que na verdade, ela não existiu). 

sábado, 14 de outubro de 2017

domingo, 10 de setembro de 2017

Última carta



Se ela tivesse que escrever a sua última carta, aquela onde a gente se despede e faz um resumo de uma vida toda, ela diria que não há arrependimentos e que se tivesse a oportunidade de viver tudo novamente, o faria da mesma forma, apenas talvez, com um pouco mais de calma. Ela apreciaria mais os momentos em que fora feliz, deixando de lado as preocupações e os medos que lhe assombravam; por vezes, ela deixou de curtir 100% o momento justamente por medo de que ele acabasse, mesmo consciente de nem a alegria e nem a tristeza, durariam para sempre.
Ela diria também que não se arrepende de todas as vezes em que entregou o seu coração a alguém. Ela sabia que tinha acima da média um número de vezes em que seu coração fora partido por alguém, mas, é porque na escola da vida, ela havia faltado em todas as aulas que ensinava sobre a magnífica habilidade de ser frio, não, mesmo com o coração quebrado e colado inúmeras vezes, ela não se arrependia, apenas talvez, teria sido mais cautelosa ao expressar os seus sentimentos, nem todos mereciam de fato recebê-los, ele apenas deveria ter guardado um pouco mais para si aquilo que lhe transbordava.
Enquanto a maioria das pessoas se fechavam quando sofriam, ela estava sempre lá, se doando, se entregando e por vezes, se expondo.


Em sua última carta, ela diria também que não há arrependimentos, apenas lembranças. Boas lembranças.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

domingo, 27 de agosto de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vai ser sempre ela




Vai ser sempre ela, nos sorrisos bobos e nas lágrimas escondidas. Vai ser sempre ela, na noite fria e solitária em um quarto escuro, ou, diante de uma multidão desconhecida. 

Vai ser sempre ela, no olhar enigmático e na timidez.
Vai ser sempre ela, nas pequenas e nas grandes conquistas e principalmente nas derrotas. 

Vai ser sempre ela, no beijo urgente carregado de desejo e saudades, ou no beijo tranquilo repleto de sentimentos e verdades. 

Vai ser sempre ela nas letras de musicas carregadas de significados ou nos parágrafos de uma grande história de amor. 

Vai ser sempre ela, nas histórias que vai contar um dia, na saudade que vai te atormentar e nas lembranças que vão te acalmar. 

Vai ser sempre ela.

Ou ele.

Ou alguém. 

Sempre e para sempre. 


- Posted using BlogPress from my iPhone
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...