quarta-feira, 16 de agosto de 2017

É preciso ir embora


É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
(Fabrício Carpinejar)


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domingo, 13 de agosto de 2017

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

domingo, 16 de julho de 2017

Meus 33 anos


Meus 33 anos... mais um aniversário...

Fazendo um balanço dos últimos anos, afinal, trabalho na controladoria, eu posso dizer que 2015 foi um ano de agradecimentos, já 2016, um ano de realizações e 2017, com a chegada dos meus 33 anos hoje, posso dizer que é o ano onde finalmente entendi o significado da Oração da Serenidade, aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir uma da outra.

Esse é o ano da aceitação.

Finalmente eu estou aceitando o que não posso mudar, me dei conta de que nem sempre as coisas são como a gente gostaria que fosse, que nem todos os nossos desejos serão atendidos e que está tudo bem mesmo assim, que não podemos parar de viver, de desejar, de sonhar, por causa disso.

É agora que a vida está acontecendo, hoje, nesse momento.

Eu entendi que algumas situações acontecem para nos fazer crescer e evoluir, que algumas pessoas passam pela a nossa vida justamente para nos ajudar nesse processo e que para as situações em que não posso mudar, resta apenas eu aceitar.

Hoje, começa o meu novo ano, que ele seja belo. Que ele seja épico.




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terça-feira, 27 de junho de 2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Como um jogo



Ela nunca concordou com esse negócio de que o amor é na verdade um jogo, como se ele fosse as cartas de um baralho em um jogo de poker onde você tem que escondê-las como se a outra pessoa fosse o seu oponente e não o seu parceiro.

Ela nunca entendeu que lembrar e esquecer fazem parte do jogo, onde você finge esquecer enquanto lembra e finge não lembrar enquanto tenta esquecer.




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terça-feira, 20 de junho de 2017

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