terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Um ano agridoce



Um ano agridoce...
Ele foi assim, nem bom totalmente e nem ruim o suficiente para torná-lo horrível.
Um ano que começou com a notícia da publicação de Momento Errado, e seguiu com uma viagem incrível para o México, um ano que nos deu um grande susto com a minha vó e que também levou a minha tia.
Um ano em que levei a minha filha em seu primeiro show e que também a vi ter a sua primeira grande frustração com o cancelamento de outro show.
Um ano em que perdi meu sogro e que voltei a ter contato com meu pai.
Um ano de mudanças. Mudanças internas e também externas. Mudei de opinião sobre vários assuntos e mudei de casa.
Um ano em que segurei meu livro e que também o autografei.
Um ano em que conheci o Cristo e que tive uma sessão de autógrafos na Bienal.
Um ano marcado pela presença de amigos.
Um ano em que compreendi mais do que nunca que a saúde é mais importante do que qualquer coisa.
Foi um ano de novos desafios profissionais e mais um ano de amor e gratidão pelo o meu emprego.
Um ano de novas experiências. Um ano de algumas decepções e até frustrações.
Um ano completo, uma montanha de altos e baixos, onde eu aprendi a gritar e erguer os braços a cada nova descida e a recuperar o fôlego em cada nova subida.
Um ano em que no último dia, será como em todos os outros anos, onde nos últimos dez segundo dele, me lembrarei de cada motivo que tenho a agradecer e iniciarei o próximo ano cheia de esperanças de que ele seja tão bom ou melhor do que esse.
Pode vir, 2020. Eu estou pronta para fazê-lo épico!

Uma década










Uma década...

Estamos prestes a encerrar uma década e esses últimos dez anos foram inesquecíveis.

O que aconteceu com você em 10 anos?

Comigo:

- Decidimos ter um cachorro e escolhemos o Yoshi - nosso sharpei preto lindo.
- Comecei em um emprego novo que amo
- Viajei para Angra dos Reis
- Escrevi Valeu a a Pena - A jornada de uma Codependente e criei o blog com o mesmo nome
- Por causa do livro, fui matéria do jornal O Estado de São Paulo, Tribuna de Indaiá e também dei entrevista ao programa de TV Resenha.
- Por causa do blog, tive contato com pessoas incríveis e compartilhei com elas momentos de dor e superação.
- Reconheci a minha codependência e iniciei a minha recuperação.
- Aprendi a viver o só por hoje.
- Aprendi a amar e admirar o caos.
- Aprendi a apreciar os pequenos momentos.
- Escrevi Momento Errado e publiquei na plataforma Wattpad e de repente, estava sendo citada por leitores como a JoJo brasileira. (Juro que não sei o motivo hahaha).
Voltei a tomar Coca-Cola com o fim da promessa de 10 anos sem.
- Fiz minha primeira grande road Trip, para o sul e conheci Gramado, Canela e subi no maior Cânion do Brasil, em Cambará do Sul.
- Mudei de casa.
- Recebi uma proposta de uma grande editora e por causa dela, conheci a minha agência literária.
- Realizei o sonho de ir pra Orlando, chorei ao abraçar o Mickey, enfrentei meu maior medo e superei o trauma de infância e despenquei (dessa vez em um brinquedo) do elevador mais assustador do mundo. Chorei de emoção pela superação.
- Dei alface para uma girafa.
- Revisei ME com minha agência e amei o resultado.
- Escrevi Momento Certo pra dizer que a pessoa que vem é a pessoa certa, que aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido, que toda vez que você iniciar algo é o momento certo e quando algo termina, ele termina.
- Conquistei o carinho de leitores do Brasil inteiro.
- Escrevi Em todos os Momentos
Fiz novas amizades que já fazem parte das nossas vidas
- Fiz minha segunda grande Road Trip, dessa vez pra Bahia e me apaixonei por Arraial D’Ajuda.
- Perdi a minha sogra.
- Um dia antes de completarmos 14 anos juntos, realizei o sonho de casar e foi exatamente como eu sonhava.
- Viajei para o Chile, conheci Santiago, Valparaiso, Vina del Mar e subi a cordilheira até Embase e os Termas.
Perdemos nosso Yoshi após 9 anos com a gente.
- Descobri que às vezes, o avesso é a nossa melhor versão.
Adotamos o Hero, nosso vira-lata maluco
- Viajei com amigos pra Monte Verde e tive um final de semana insano.
- Assinei contrato com minha editora.
- Escrevi Todas as lembranças que não posso esquecer (em revisão com a agência)
- Recebi minha segunda placa de reconhecimento da empresa.
- Tive a maior experiência profissional e pessoal de todas ao viajar sozinha para o México a trabalho e passar um FDS turistando pela cidade mais linda do país - Guanajuato
- Participei de uma Callejoneada e chorei.
Finalmente conheci Campos do Jordão e tive coragem de fazer arvorismo e descer de tirolesa
- Lancei Momento Errado na FLiP
- Perdi a minha tia no dia do meu aniversário
- Dei autógrafos na Bienal do Rio e me apaixonei pela cidade maravilhosa
- Fui ao show do Maroon 5, Ira, Biquíni Cavadão (2x), Jason Mraz, Ed Sheeran (2x) e U2.
- Conheci pessoalmente leitoras minhas de várias partes do país
- Perdi meu sogro semanas antes do natal
- Mudei de casa de novo e estou apaixonada.

Gratidão por uma década de grandes e pequenos momentos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018

2018



Já virou hábito, todo último dia do ano, aqui estou eu, fazendo uma retrospectiva, renovando a minha lista de desejos e agradecendo.
2018 foi com certeza um dos melhores anos da minha vida. Um ano de realizações e aprendizados.

Tive o casamento dos sonhos, foi exatamente como imaginei. Não, pera, foi mais, muito mais, porque naquele momento em que a noiva entrou sozinha e flutuando, não existia no mundo, ninguém mais feliz do que ela.

Teve também a viagem para o Chile, fiquei fascinada por aquele povo e aquela cultura, Santiago é uma cidade cosmopolita, com seus encantos, mas o que faz a diferença mesmo é o seu povo. Amei também conhecer Vina del Mar e Valparaiso, mas a cereja do bolo dessa viagem, com certeza foi subir a Cordilheira dos Andes até Cajon del Maipo e depois até o Vucão, foi surreal e incrível, era algo que via nas fotos e de repente era real, lá estava eu. 

Um mês depois, senti uma das maiores dores do mundo. Meu Deus, como doeu e ainda dói... eu perdi meu Yoshi, meu sharpei preto e bochechudo que mais parecia um peixe boi. Foram nove anos de puro amor. Só amor. 

Esse ano foi um ano maluco, talvez ainda encontre outra palavra para ele, ( quem sabe caótico, já que gosto tanto do caos) mas nesse momento, essa é a única que me vem à mente. Foi o ano em que me libertei de muitos sentimentos, que coloquei pra fora, que falei, que deixei fluir e que lancei ao universo, aceitando as recompensas e consequências por isso. 

Foi também o ano em que enxerguei com clareza que algumas coisas simplesmente não são para ser. Eu finalmente me dei conta de que fins são necessários para novos começos.

Esse ano foi também um ano cheio de surpresas com seus pequenos bons momentos, aprendi a gostar de Jazz e Blues, tive encontros mágicos com pessoas que amo muito e, por falar em amor, ah... como eu amei esse amo, como eu amei durante esse ano. Amei sem medo da rejeição, amei sem saber se ia ser amada de volta, amei sabendo que talvez não, amei sabendo que talvez sim, amei com todo o meu coração, amei minha família, amei meus amigos, amei pessoas importantes para a minha vida, amei o caos. Ah... eu e a teoria do caos que sempre tanto me fascina. 

Esse ano Momento Errado ganhou uma casa literária e será publicado em 2019, também me arrisquei a escrever três contos para essa mesma casa literária e amei o resultado. Esse ano eu terminei um livro novo e não vejo a hora de poder falar sobre ele.

Eu ainda tenho uma lista de coisas para fazer e o curioso é que esse ano, fiz coisas que nunca estiveram nela, ainda não fui para a Irlanda, ainda não vi a explosão de cores da Aurora Boreal na Noruega, ainda não fiz a rota 66, ainda não comprei uma casa, ainda não... ainda.
Talvez nem faça mesmo tudo porque afinal, outras coisas vão entrando e algumas saindo. Algumas dependem de mim e outras, nem tanto. Mas não importa, foi um ano mágico para mim, o ano em que estive muito próxima da minha maior realização, foi um ano sensacional, mesmo com toda dor. 

Pode vir, 2019. 


  

 
                                            

 

domingo, 2 de dezembro de 2018

A Luz e a Mariposa


Ele era a luz que a iluminava e a guiava.
Ele trazia vida à vida dela. Ele sabia tirar dela os melhores sorrisos e também,os mais intensos suspiros. Ele era imperfeitamente perfeito para ela, com toda certeza, eles bugavam qualquer matemático, afinal, eles eram contra todas as probabilidades.

Ele era complicado e ela confusa.

Ele gostava dela e ela amava ele.

Eles eram polos opostos que se atraíam e nunca repeliam. Ele era o mundo paralelo dela enquanto ela desejava um dia, ser real.

Mas ele gostava dela enquanto ela amava ele.

Ele era a sua luz e ela, a mariposa que mesmo sabendo que ia se queimar, voava em direção a ele, ela preferia as marcas da queimadura em seu pequeno corpo do que voar livre para outros céus.

Ela  amava ele enquanto ele gostava dela.

Ela não era capaz de ficar longe dele, a força da sua luz sempre a encontrava, principalmente nos dias mais escuros, era ele o único capaz de fazê-la sonhar.

Um dia, talvez por se dar conta de que a estava queimando, ele decidiu que iria apagar a sua luz e deixar então que a mariposa pudesse voar, ele só não sabia que a mesma luz que a queimava era que a mantinha viva, se ele a apagasse, estaria condenando-a a uma vida na escuridão, a luz dele era a que a dava esperanças de que algum dia...

Ele pudesse amá-la, assim como ela o amava.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Estupidez



Cérebro: O que foi dessa vez?

Coração: Nada, o de sempre...

Cérebro: Fez merda de novo, não foi?

Coração: Mas eu juro que tentei me segurar!

Cérebro: Tentar não é o suficiente, agora olha o resultado...

Coração: Eu sei, eu sei. Você tinha razão, eu vou aprender a ouvir você.

Cérebro: Você sabe o que tem que fazer, não sabe?

Coração: Sim, só preciso de mais tempo, não é tão fácil assim.

Cérebro: Leve o tempo que precisar, mas lembre-se que embora a dor seja sua, até eu que sou racional, a sinto, então, faça o que tem que ser feito e arrume essa bagunça pelo o nosso bem.

Coração: Pelo o nosso bem.

domingo, 28 de outubro de 2018

Something Stupid


Ela havia se esforçado tanto para não estragar tudo, queria que fosse a noite perfeita, pensou em cada detalhe para torná-la inesquecível, ela absorveu cada momento, cada sorriso, cada gesto e palavra e apreciou cada gargalhada que deram juntos. Parecia surreal, mas ao mesmo tempo, quando os dedos dele se entrelaçavam aos dela, ela tinha a certeza de que era real, eles estavam ali,  acontecendo, como tinha que ser.

Ela havia se esforçado muito para não estragar tudo, mas ela estragou. 

Todos os seus esforços se tornaram em vão quando no último minuto ela se permitiu dizer aquilo que jamais poderia dizer, ela havia lutado 
tantas vezes naquela noite, foram tantos momentos em que as palavras lhe subiram á garganta e ela as engoliu, ela só tinha que engolir uma última vez e tudo terminaria bem.

Mas então ela disse, e ela soube que ali, seria o início do fim.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Branco e Preto



So Sorry - Feist - Spotify


Ela sempre acreditou que para muitas coisas da vida, ou eram pretas ou brancas, se o cara não dizia que amava a garota, é porque não sentia nada, se o namorado não elogiava, é porque não reparava, se o contatinho não ligava, é porque não sentia saudades, se o outro não pedia desculpas, é porque não se importava. Se não defendeu o amigo em uma briga, é porque era conivente, se não defendeu o colega de trabalho perante uma injustiça, é porque também era injusta. Ela não entendia que havia mais do que o sim ou o não.

Ou era ou não era. Ou sentia, ou não sentia.

Quando jovem, entrou em uma briga de rua para defender seu melhor amigo que estava brigando justamente para defendê-la, o cara com que ele brigava estava com um soco inglês na mão e seu amigo não viu, ela não se conformou que seus outros amigos e até a namorada do seu melhor amigo, não fossem fazer nada e não pensou duas vezes antes de entrar no meio dos dois para defendê-lo. Para ela ou era ou não era. Ela era amiga dele e não havia justificativas para não fazer aquilo.

Talvez porque para ela, era assim, ela dizia, fazia, sentia, ela era ou preto ou branco e sempre deixava os outros saberem qual cor era. 

Ela sempre defendeu a bandeira do “quem quer arruma um jeito”, acreditava que as coisas eram simples assim. Se fulano não fez tal coisa, é porque não quis de verdade. Ela não procurava motivos ou justificativas, apenas acreditava que na verdade ambos não existiam e seguia cega em sua visão simplificado das coisas.

Mas as coisas não são tão simples assim, são?

Ela percebeu que entre o branco e o preto há uma variedade enorme de cores, percebeu que às vezes, a falta de ação, a falta de palavras ou a falta de gestos, escondem motivos que os justifiquem e que ela apenas não podia saber ou simplesmente não enxergava. Ela mudou de opinião ao perceber que havia se tornado aquilo que ela julgava. Ela se calou quando deveria ter dito e ela sabe o porquê, mas com certeza quem esperava que ela não se calasse, não sabe, e talvez esteja pensando a mesma coisa que ela já muito pensou: se não fez, se não  disse, é porque não se importava.

Ela sabia que se jogaria na frente de uma bala por ele, mas deixou que ele fosse atingido por algo muito menor, porém, com o mesmo poder letal.

Ela sempre fora aquela que era decepcionada, hoje, ela foi a que decepciona.

Ela sempre teve orgulho de si por ser aquela que solta a voz quando todos calam, hoje, ela é a que se envergonha por ter calado, quando mais deveria falar, e o motivo? Ah... no fim das contas de que importa? 

Hoje ela aprendeu que há mais cores entre os simplistas branco e preto, mas que mesmo assim, o que importa são somente ambas, é somente o fez ou não fez, o disse ou não disse, porque mesmo havendo motivos, eles nunca sobrepõem a decepção.


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