domingo, 29 de abril de 2018

Escolhas que nos destroem




Eu hoje me preparo para o que será um dos dias mais difíceis da minha vida.
A gente não nasce pra perder as pessoas que amamos. E também não nascemos pra perder o animal que amamos.
Amanhã, a nossa escolha trará um imenso alívio a ele, que já não levanta mais e já não come há dias, mas trará a maior dor do mundo para nós, que durante 9 anos, o amos, mimamos, brincamos e compartilhamos uma infinidade de momentos de alegria.
Hoje meu coração está despedaçado porque não há outra saída ou outra escolha. O amor não pode nunca, jamais, ser justificado com qualquer ato de egoísmo, mantê-lo por mais tempo conosco nesse estado, seria no mínimo egoísmo e também cruel.
As palavras que tanto quero dizer para expressar essa dor, saem de mim em forma de lágrimas e eu tendo ser forte porque minha filha está sentada ao lado dele há uma hora, em uma despedida silenciosa, mas eu não consigo ser forte por ela e nem por mim, porque a verdade é que a força está justamente nas lágrimas salgadas e repletas de sentimentos contraditórios como dor e amor, gratidão e dúvidas, desespero e conforto.
Temos apenas mais 24 horas ao lado desse ser que para nós, é quase humano. Acreditem, ele conversava com a gente ( e entendia quando a gente conversava com ele). Não serão as 24 horas mais difíceis porque sei que difícil mesmo será a partir de amanhã, quando pela casa, já não verei mais meu chinês preto de língua roxa soltando pêlos pela casa, mas serão as nossas últimas 24 horas juntos. Então, meu amorzinho, se temos o só por hoje, que seja pleno.


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segunda-feira, 23 de abril de 2018

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sem defesas




Encostada na parede, ela o observou enquanto ele lutava para esconder a sua falta de jeito.
Ele odiava quando era colocado em situações em que se sentia exposto, todos seus passos eram sempre meticulosamente calculados e planejados, mas, mesmo assim, o seu desconforto com o improviso não era assim tão perceptível, somente os mais atentos, como ela, conseguiria reconhecer que ele estava sem defesas, as defesas que ela tanto ama ver sumir.
Ah, se ele soubesse como ele fica fascinante quando está sem elas, as abandonaria mais vezes...

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segunda-feira, 26 de março de 2018

domingo, 18 de março de 2018

Broken

Essa música não requer postagem. Não requer textão e nem explicação.
Ela é aquele tipo de música pra se ouvir na varanda de casa olhando para o céu, ou na cama solitária com fones de ouvidos no volume máximo, ou ainda, embaixo do chuveiro enquanto repensa em todas  as suas escolhas que o a fizeram chegar onde hoje está.
Essa música é grito. É poesia. É você. Sou eu. E tantas outras pesssoas.


(Broken - Jack Bugg)


quarta-feira, 14 de março de 2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

Palavras, mentes confusas e verdadeiras






Eu admiro quem sabe sustentar uma boa conversa, que é capaz de falar sobre o sistema solar, Deus, E.T’s, a influência da lua nas marés e nos signos, que conta sobre as suas histórias malucas da adolescência, que fala sobre seus medos, sexo e o que o deixa feliz.

Gente que admite as mentiras que já contou, que fala sobre sua cor favorita, fruta e viagem dos sonhos.

Gente que me desperta emoções, me faz sorrir e que também é capaz de me fazer chorar.

Gente que abraça com o olhar, quem admira os detalhes e repara no simples.

Eu não tenho paciência para pessoas rasas, que sabem falar sobre a marca da camisa que usa, mas incapaz de conversar sobre as tragédias mundiais. Eu admiro mesmo é quem tem profundidade.

Gosto de gente que se entrega e se envolve, que olha nos olhos mesmo que seja apenas para oferecer um café, gosto de gente que causa sorrisos, ou talvez suspiros e até arrepios.

Gosto de quem não tenta ser perfeito. Que não finge ser, que apenas é, com suas qualidades e defeitos.

De quem não tem medo de assumir que já amou certo a pessoa errada e já amou errado a pessoa certa.

Eu gosto mesmo é de mentes confusas e perturbadas, essas me encantam e me atraem, porque são as mais agradáveis, divertidas, sinceras e transparentes, mesmo quando se esforçam para não ser.

Não tenho paciência pro trivial “ e aí, tudo bem?”.

Gosto de quem se interessa e admiro quem se importa.


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