domingo, 16 de julho de 2017

Meus 33 anos


Meus 33 anos... mais um aniversário...

Fazendo um balanço dos últimos anos, afinal, trabalho na controladoria, eu posso dizer que 2015 foi um ano de agradecimentos, já 2016, um ano de realizações e 2017, com a chegada dos meus 33 anos hoje, posso dizer que é o ano onde finalmente entendi o significado da Oração da Serenidade, aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir uma da outra.

Esse é o ano da aceitação.

Finalmente eu estou aceitando o que não posso mudar, me dei conta de que nem sempre as coisas são como a gente gostaria que fosse, que nem todos os nossos desejos serão atendidos e que está tudo bem mesmo assim, que não podemos parar de viver, de desejar, de sonhar, por causa disso.

É agora que a vida está acontecendo, hoje, nesse momento.

Eu entendi que algumas situações acontecem para nos fazer crescer e evoluir, que algumas pessoas passam pela a nossa vida justamente para nos ajudar nesse processo e que para as situações em que não posso mudar, resta apenas eu aceitar.

Hoje, começa o meu novo ano, que ele seja belo. Que ele seja épico.




- Posted using BlogPress from my iPhone

terça-feira, 27 de junho de 2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Como um jogo



Ela nunca concordou com esse negócio de que o amor é na verdade um jogo, como se ele fosse as cartas de um baralho em um jogo de poker onde você tem que escondê-las como se a outra pessoa fosse o seu oponente e não o seu parceiro.

Ela nunca entendeu que lembrar e esquecer fazem parte do jogo, onde você finge esquecer enquanto lembra e finge não lembrar enquanto tenta esquecer.




- Posted using BlogPress from my iPhone

terça-feira, 20 de junho de 2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Estradas













Eles se esbarraram em uma dessas curvas que a vida dá, não foi um evento histórico, épico ou catastrófico, mas algo sutil aconteceu e quando se deram conta, estavam ambos, seguindo por um caminho em busca de algo que os dois ansiavam, mesmo sem saber ao certo o quê.

Ele estava de um lado e ela do outro. Ficaram frente a frente. Olhos nos olhos, entre eles era como se houvesse apenas um pequeno riacho, que ora corria no mesmo sentido do que eles e, ora para o sentido contrário.

O percurso era longo, algumas vezes silencioso, e, enquanto caminhavam, separados por aquele riacho, aquele silêncio que costumava acompanhá-los acabou se tornando mais importante do que muitas palavras, através dele, eram capazes de compreender um ao outro, fazendo com que as palavras não ditas, tivessem infinita vezes mais significado do que aquelas ditas.

Mas nem sempre seguiram juntos o referido caminho, ele chegou a ficar um bom tempo sem fazê-lo, fazendo-a acreditar que deveria seguir sozinha dali para frente, até que algum tempo depois, ele a alcançou e os dois continuaram caminhando, um ao lado do outro, mesmo que separados, e sempre em busca de algo que ainda eram incapazes de compreender o quê.

Havia também dias em que ele não aparecia para fazer o tal percurso, e ela se sentia sozinha, triste, abandonada... ela já estava habituada à presença dele, ele sabia lê-la como ninguém, conhecia todas as suas manias, trejeitos e caretas, os dias em que ele não aparecia, eram solitários e sombrios.

Foram quilômetros e quilômetros de caminhada, tiveram tantos obstáculos, mas, quando pensavam em desistir, o outro está lá, encorajando com o olhar, mesmo quando o que os separava, não era mais somente um pequeno riacho, e sim, talvez um rio grande.

Eles sabiam que tinham que continuar. Que aquele rio que dividia o caminho dos dois, em algum momento, iria seguir outro percurso e finalmente, nada mais estaria entre eles. Eles ansiavam por isso tanto quanto ansiavam por aquilo que buscavam no começo da jornada.

Até que, de repente, não existia mais rio, e no lugar dele agora havia uma estrada, linda, arborizada, porém, com três pistas movimentas, com carros velozes, que não permitiam que qualquer um dos dois se aventurasse em atravessa-la e a esperança de um dia caminharem não somente um de cada lado, mas sim lado a lado, tornou-se apenas um sonho...

...O sonho que eles perseguiam quando começaram a jornada, sem saber que aquilo era o que queriam.



- Posted using BlogPress from my iPhone



segunda-feira, 29 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Roda Gigante





Hoje pela manhã, nem sei a razão, me deu vontade de ouvir Biquini Cavadão, talvez pelo o fato de que esse mês fará um ano que fui ao show deles, talvez por nostalgia, talvez por tudo, ou talvez por nada, o que sei é que dentre as músicas que mais gosto, essa é uma delas, e ouvi-la me fez refletir sobre o que nos faz experimentar a sensação descrita na letra, a da roda gigante.

Acredito que no final das contas, é isso o que a gente sempre quer e procura, alguém ou algo, que nos faça sentir o tal frio na barriga, que nos faça sentir rodar... como uma roda gigante.

E o que acontece quando não encontramos?

A resposta é simples, ou cruzamos os braços e aceitamos o “triste destino de não sentir a tal roda gigante dentro da gente”, ou, buscamos sentir em coisas ou alguém que não esperávamos sentir.

Cheguei a conclusão de que a roda gigante não pode estar no outro, na outra coisa, na situação, ela tem que estar dentro da gente, e cabe a nós, encontrar meios de fazê-la girar.

- Posted using BlogPress from my iPhone
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...